Sejam todos bem-vindos, especialmente àqueles que amam o desporto e esta modalidade em particular. Criamos este Blog, no intuito de irmos narrando as nossas aventuras e estados de espírito, mas acima de tudo, partilharmos experiências, procurando fazer novas amizades. A todos cumprimentos desportivos.
Desde já, as minhas desculpas a toda a blogosfera, por tanto tempo de inactividade, não porque este espaço esteja sujeito a qualquer tipo de obrigação contratual, mas porque para além do prazer que me proporciona, entendo também ser de primordial importância cultivar e contribuir para que o desporto e o atletismo em particular, tenha um lugar de destaque e de grande relevo no panorama nacional.
Esta inactividade deve-se principalmente a uma “querida hérnia inguinal” que me tem atormentado nos últimos meses. Fui sujeito a uma cirurgia na passada quarta-feira, para debelar este problema e parece estar tudo a correr muito bem, contudo o meu maior tormento é realmente o tempo de paragem, de cerca de um mês, ansioso para voltar a sentir o vento na cara por acção desse movimento que tanto amo!
Relativamente aos Flechinhas, não tenho podido acompanhar com a devida atenção, contudo estiveram presentes no passado fim-de-semana, no Grande Prémio de Rebordosa, prova que se caracteriza pela sua extrema dureza ao nível do percurso. Devo ainda, deixar uma nota de grande relevância para o membro mais novo do grupo, o Romeu, que mais uma vez brilhou, realizando uma excelente prova, mostrando ainda que tem uma grande margem para poder evoluir e ambicionar outros resultados. Parabéns!
Realizou-se este Domingo a oitava edição da Corrida dia do Pai. Com mais de 12000 participantes presentes entre a prova de 10 km e a caminhada, provando-se uma vez mais do interesse crescente das pessoas na prática desportiva e nomeadamente neste tipo de iniciativas. Uma referência especial para a mais nobre das iniciativas, levada a cabo por esta brilhante organização e que permitiu com a adesão em massa de todos estes atletas, doar mais de 6000 euros à Liga dos Amigos do Hospital de Crianças Maria Pia.
Relativamente aos nossos Atletas e apesar de o espírito não ser de elevada competição, tivemos várias prestações, desde o simples treino em plena simbiose com o prazer de correr, passando pela confirmação de momentos de forma, até á obtenção dos melhores tempos. Como se pode verificar somos um grupo sempre presente e em patamares competitivos para todos os gostos….
Realizou-se este fim-de-semana a 13ª Meia Maratona Manuela Machado, prova de grande referência no atletismo Nacional que permite a todos os amantes da corrida poderem em pelo coração do minho, desfrutar duma belíssima prova mas também de poderem homenagear esta grande atleta do norte de Portugal.
A manhã apresentava-se bastante fria, contudo o sol que cedo apareceu, bem como, o calor humano envolvente, com milhares de atletas vindos de todo lado e com a presença dum também significativo número de “Nossos Hermanos” provenientes da Galiza, de imediato se foi aquecendo esta gélida manhã de Inverno.
A prova propriamente dita caracteriza-se por um percurso com alguns desníveis, que muitas das vezes acaba por se revelar traiçoeira para os atletas, devido à dificuldade de colocação de um ritmo certo, compensado contudo pela excelente organização que anualmente muito prestigia esta competição.
A nível competitivo e pessoalmente acalentava a obtenção de um bom resultado, apesar de rolar os primeiros 5 km a um ritmo relativamente baixo para o objectivo que aspirava, correndo em grupo com o Luis e o Manuel, que desde logo não mostravam grande vontade para se disporem a sofrimentos extras e por outro lado o Romeu que realizava a sua primeira Meia Maratona, e tinha por isso de ter muita contenção. Descolei então do grupo acabando por colocar um ritmo na ordem dos 4:10 km, difícil de manter pelas características atrás referidas, mas permitindo-me terminar a prova com 1h:28‘’, constituindo assim um novo “Score” pessoal.
Os restantes elementos do grupo estiveram também todos em competição mas também em diferentes níveis competitivos, pelas mais diferentes razões, que só aos mesmos compete comentar.
Mais uma vez uma referência especial para o novato do grupo, que a cada prova que passa vai surpreendendo, desta feita obtendo na sua primeira Meia Maratona, o extraordinário tempo de 1h:31” – parabéns Romeu!
As minhas desculpas à Blogosfera por só agora postar estas palavras em relação à Corrida dos Reis realizada em Vila Nova de Gaia no passado dia 09/01/2011. As desculpas devem-se essencialmente aos organizadores da prova mas também à “própria Cidade”, porque é merecedora de todos os elogios que lhe possamos fazer, pois é realmente um lugar fantástico intimamente ligado a esse sempre deslumbrante curso de água, que por muitas e elogiosas metáforas que possamos fazer, é realmente DOURO!
O dia apresentou-se surpreendentemente agradável, já que os anteriores tinham sido de autêntico dilúvio. A corrida teve cerca de 2000 atletas, que aproveitaram esta bonita manhã para praticar desporto, desde logo abrilhantada pela nossa grande campeã Rosa Mota, que se prestava a madrinha desta edição dando-lhe claramente um cunho de elevado prestígio, desde logo reforçado pela enorme simpatia e humildade que a caracteriza.
A prova propriamente dita terá sido do agrado de todos, pois para além da beleza intrínseca da mesma, o percurso é bastante plano e rápido, proporcionando a obtenção de resultados pessoais e colectivos dentro das melhores performances, apenas penalizado pela partida e chegada da referida competição, que apresenta, nesta zona, algum paralelo criando assim alguma dificuldade aos atletas.
Uma nota final para o Romeu, um novo elemento que tínhamos e que se prestava a uma “rigorosa avaliação”, acalentando uma enorme vontade de poder fazer parte desta irmandade e que pelos vistos acabou por passar com distinção, tanto pelo excelente resultado obtido, minuto 40’, mas essencialmente pelo seu carácter, que parece estar de acordo com os mais elementares princípios de respeito e camaradagem reinante no seio deste extraordinário grupo de amigos.
Iniciamos este fim-de-semana mais um “roteiro” pelas habituais S. Silvestres de 2010/2011, começando pela habitual edição do Porto, seguindo-se a de Santo Tirso e acabando na belíssima S. Silvestre de Vila Nova de Gaia.
Mais uma vez esta edição do Porto prova o interesse crescente que as pessoas têm na actividade desportiva e nomeadamente na corrida, pois este foi um evento marcado por um número recorde de participantes, com a particularidade de este ano, apenas se ter atletas Portugueses em competição.
Particularmente esta é uma prova que anualmente encaro apenas num espírito de treino, não tendo nunca grandes veleidades à obtenção de um grande resultado, pois esta altura de festas, propícia sempre a alguns excessos, condiciona em muito as minhas melhores prestações, que de resto penso ser a opinião da generalidade dos atletas de pelotão, que por estas alturas natalícias deixam-se adormecer pelos SONHOS de Natal.
Uma nota final para Os Flechinhas que estiveram todos presentes em mais esta edição, desejando a todos eles, bem como a toda a Blogosfera um excelente ano 2011, cheio de muita saúde, felicidade, sucessos pessoais e já agora desportivos!
Não podia de forma alguma, perder a oportunidade de colocar este “Post” a felicitar a nova Campeão Europeia de corta mato e estender os meus parabéns a todos os outros, que fizeram também deste dia um dia inesquecível para o Atletismo Português.
Também não posso deixar de lembrar a alguns quadrantes da sociedade Portuguesa que são, também, estes alguns dos grandes atletas do desporto nacional, exigindo-se no mínimo que lhes reconheçamos o mérito e a abnegação com que diariamente trabalham para que possamos em momentos como este sentir o orgulho de sermos Portugueses.
Realizou-se na passada quarta-feira, dia feriado em Portugal, a 53.ª edição de uma das mais antigas corridas do Atletismo Nacional, organizada por essa grande instituição, já quase centenária que é o Sport Comércio e Salgueiros. Antes de mais e uma vez mais muitos parabéns por mais esta brilhante organização, mas acima de tudo pela perseverança que mostram ao longos destes anos, apesar de todas as condicionantes e dificuldades que se conhecem.
Os Flechinhas fizeram-se representar com quase a totalidade da equipa, desde logo surpreendidos pela agradável manhã que se apresentava já que habitualmente este local da cidade do Porto caracteriza-se sempre por condições atmosféricas bastante adversas, nomeadamente o frio com que brinda a anualmente todos os atletas.
A prova propriamente dita terá corrido dentro do espectável a todos os elementos do clube. Pessoalmente os 40’16’’ que o meu Garmin apresentava no final deixaram-me bastante satisfeito, já que apenas agora começo a subir para outro patamar competitivo, depois de cumprido o objectivo de apenas algumas semanas atrás que foi a maratona de Atenas. Uma referência final e também os parabéns para o amigo Romeu Sousa que pela primeira vez competiu numa prova de Atletismo, com a obtenção de um excelente resultado pessoal, esperando-se que este passe também como muitos de nós a fazer parte desta forma de estar na vida que passa pela divulgação e prática do ATLETISMO nacional.
Pelo 2.º ano consecutivo participamos nessa belíssima corrida, realizada na Freguesia de Mendiga, localizada em pleno planalto central, entre a Serra de Aire e a Serra dos Candeeiros.
Levantámo-nos bastante cedo, com partida marcada do centro de Vila das Aves pelas 06:00 horas da manhã e apesar da longa viagem de ida volta de cerca de 600 km, esta acabou por se realizar no melhor dos espíritos de amizade e camaradagem, existente no seio desta Irmandade. Chegados e depois de levantar os respectivos dorsais, bem como, a compra da original senha para o almoço convívio a ter lugar no final da competição, tivemos ainda muito tempo para descontrair pelas redondezas, podendo apreciar esta belíssima paisagem, bem como, usufruir de toda a tranquilidade que este lugar proporciona.
Relativamente à prova e como já dito em anterior publicação este é um dos melhores percursos de Atletismo que já tive o privilégio de realizar, tanto pelo seu excelente traçado, como pela enorme beleza envolvente. Pessoalmente realizei um dos melhores tempos de sempre para a distância em causa (16700 m), cerca de 1:07h, com um ritmo bastante regular, apesar do desgaste ainda bem presente e resultante da Maratona de Atenas realizada recentemente. Relativamente aos outros atletas, o Luís realizou também uma boa prova numa 1:09h, acusando apenas alguma falta de ritmo. O duelo particular entre o Joaquim e o António, desta feita foi ganho pelo Joaquim (1:14h), beneficiando este da pequena “gripe” que apoquentava o seu adversário! O Manuel como habitual e estando num patamar acima destes atrás referenciados, passeou classe (1:06h), colocando-se “sem dificuldade” á frente desta medíocre concorrência! No final e como cereja no topo do bolo, tivemos a oportunidade degustar um saboroso bacalhau a murro, partilhando mais uma vez excelentes momentos de companheirismo.
A demora na apresentação deste “post” deve-se, essencialmente, ao facto de ser necessário algum tempo para assimilar e digerir todas as emoções vividas nesta grande viagem que, por sinal, ainda estão bem latentes no momento em que redigo esta crónica.
Arrebatador! É, sem dúvida, a palavra ideal para descrever tamanho acontecimento, senão vejamos: Sexta-feira 29/10 - Viagem com início marcado para 9:55. Encontrámo-nos no aeroporto, depois de nos despedirmos das respectivas famílias. Depois de um atraso de cerca de 1 hora dentro do avião da Portugália que, devido a uma avaria eléctrica num dos fornos do avião, fomos obrigados a mudar de aeronave. Resolvido o problema, seguimos tal como planeado rumo a Milão onde nos esperaria uma escala de cerca de 4 horas, aproveitada para fazermos alguma alimentação, bem como para um joguinho de cartas na versão de “Sobe e Desce”… de registar que o mesmo foi ganho por mim, começando assim um fim-de-semana na senda das vitórias como veremos mais à frente. Lol…
Agora num avião da Aegean das linhas aéreas Gregas, voávamos finalmente para Atenas, passando por cima dos Alpes e usufruindo desta forma de uma paisagem ímpar e indescritível.
Curiosos com um indivíduo que usava uma t-shirt da meia maratona de Lisboa, logo quisemos saber mais... Tratava-se de um conterrâneo chamado João que mora em Sintra (que bela cidade…) e viajava sozinho para Atenas para também ele correr a maratona. Depois de alguns dedos de conversa, ficamos ainda mais surpreendidos quando o João nos disse que nunca tinha feito nenhuma Maratona… nem treinos que se aproximassem disso e que apenas tinha realizado duas meias-maratonas… Aqui estava um homem de grande coragem, que tal como Philipedes, ambicionava realizar um acto heróico!
Chegados ao aeroporto de Atenas já cerca das 22 horas, rapidamente nos dirigimos para o Metro com destino ao nosso hotel pois a viagem demoraria ainda cerda de 1 hora. É nesta altura que conhecemos o Morgan (americano)… um autêntico cidadão do mundo, pois passa uma grande parte da sua vida a viajar, não em trabalho, mas sim em lazer, vivendo intensamente e partilhando experiências de vida com os mais diferentes povos deste planeta. É gratificante conhecermos pessoas assim, tão disponíveis para socializar e trocar momentos de verdadeira partilha.
Depois de devidamente instalados, quisemos sentir o pulso à cidade, dirigindo-nos de táxi para uma zona central da metrópole, desde logo para jantar mas também para podermos sentir a forma como os gregos se divertem numa agradável noite de sexta-feira. Percorrendo estreitas ruas repletas de pequenos bares e tabernas, apinhados de gente nas respectivas esplanadas, bebendo mais um copo por entre muitos dedos de conversa e expressões de alegria. Sentia-se um ambiente realmente intenso e genuíno.
Cansados da viagem, regressamos ao hotel para descansar sem que primeiro passássemos ainda por algumas peripécias com uma mudança de quarto depois de inutilizado o sistema eléctrico do anterior, com o funcionário a achar pouca piada à nossa boa disposição, apesar do dia extenuante que tínhamos vivido. “Quadro eléctrico generali. Não?” Sábado 30/10 – Apesar das poucas horas de sono, levantámo-nos relativamente cedo, pois pretendíamos aproveitar bem o dia para realizar algumas tarefas, bem como, para visitar a cidade. Depois de tomado o pequeno-almoço, na tranquilidade do salão do hotel, encaminhámo-nos para os Jardins Nacionais, bem no centro de Atenas, onde no edifício de conferências “Zappeion” se exibia uma enormíssima feira ligada a este acontecimento desportivo, com inúmeros expositores locais e internacionais a mostrarem os seus produtos, desde logo: produtos e serviços para os corredores, artigos comemorativos, testes e aconselhamentos médicos, etc. Depois de uma primeira visita rápida a esta exposição, dirigimo-nos para junto do nosso patrocinador oficial, a ADIDAS, que tinha a sua própria estrutura montada nestes mesmos jardins. Fomos recebidos num ambiente de muita alegria e entusiasmo, tal como consta do slogan da ADIDAS: Your Perfect Run
“Todos os corredores são diferentes. Todos temos especiais capacidades, motivações e diferentes formas de correr. Ajudamos a realizar o seu objectivo pessoal, não importa qual seja”
Ostentávamos agora crachás ao peito onde se podia ler “Team Adidas” e um saco bem preso por um punho cerrado, de quem tinha acabado de conquistar algo de valioso e não o pretendia ver alienado por preço algum, pois continha algo maior para um corredor de Maratona, a sua sagrada camisola, bem como, o respectivo dorsal.
Almoçamos por ali com toda a equipa uma saborosa refeição de carboidratos - providenciada pelo Staff - e passamos mais algum tempo em convívio, conversando com alguns elementos da equipa.
Antes de deixarmos os Jardins Nacionais, quisemos uma vez mais fazer uma nova visita, agora mais detalhada à exposição que honrava esta grande Maratona.
Saídos da estação de Metro com o nome de “Acropoli”, a curiosidade aumentava a cada passo que dávamos com destino esta visita, pois de cá de baixo já ia imaginando o espectáculo que se nos reservava. É realmente espectacular aquela colina rochosa que se erguia diante os nossos olhos com algumas das mais famosas edificações do mundo antigo. E lá estava o imponente Partenon a destacar-se como o templo principal, o Erection (templo dos Deuses) e a vista sobre a cidade… de cortar a respiração!
Atordoados por tamanha beleza e imponência histórica, regressamos ao final da tarde ao nosso Hotel, pois não nos podíamos esquecer que para além do turismo, tínhamos uma Maratona de enorme carga simbólica a realizar no dia seguinte. Jantados e preparado o material para a manhã do dia seguinte, fomos descansar! Domingo 31/10 - 04:45… o alarme do meu relógio dá sinal! Sim… não estou enganado na hora… tínhamos de nos preparar e apanhar um dos autocarros que partia entre as 05:30 e as 06:30h, que nos levava para o local de partida. Nada mais nada menos, que a cidade de Maratona. Viagem de cerca de 1 hora até ao estádio de Maratona, de onde seria dado o tiro de partida às 9 horas locais. Depois de uma visita rápida às imediações com tempo para algumas fotos e para aquecer o espírito junto da chama Olímpica, refugiamo-nos num albergue repleto de Maratonistas que iam agora aquecendo o corpo junto de uma agradável lareira e uma chávena de café nas mãos. Tivemos aqui a oportunidade para novamente partilhar experiências de vida, desta vez com dois americanos que estavam ali para gozar a sua 35.ª e 36.ª Maratona e apenas lá estavam pelo autêntico prazer de correr e viver novas experiências, não tendo em mente qualquer tipo de prestação ou tempo a realizar. Fantástico!
Apesar de sentirmos alguma resistência em abandonar este local tão aprazível lá nos encaminhámos para os blocos de partida. Somente nesta altura nos apercebemos da grandiosidade deste acontecimento, com cerca de 16 000 atletas de todas as partes do mundo, circulando de um lado para outro, tentando encontrar o seu bloco de partida, fervilhando por todos os lados as mais genuínas emoções.
Momento solene em que todos erguemos o nosso braço direito no ar e juramos pelos princípios olímpicos, retendo-se aqui a máxima de que o importante não é ganhar mas sim participar, bem como o essencial, ou seja, “não é ter conquistado mas ter combatido bem”.
Ora, sem intuito de ganhar mas com muita vontade de combater cada metro à nossa frente, partimos com destino a Atenas, percorrendo o mesmo percurso que Philipedes havia percorrido 2500 anos antes para anunciar ao Rei a grandiosa vitória sobre os Persas, sucumbindo de seguida a seus pés. Pessoalmente, esta foi uma Maratona em que senti várias vezes as emoções à flor da pele, tanto pela carga histórica que a mesma representava, bem como, com o apoio vibrante que fui sentido do povo grego que nos apoiou incondicionalmente ao longo de todo o percurso. Eu tinha preparado muito bem esta corrida e delineado a obtenção de um recorde pessoal dentro das 3 horas 30 minutos, sentindo portanto também alguma pressão extra com a colocação deste objectivo. A prova propriamente dita è realmente muito dura e talvez uma das mais exigentes do Mundo, pois é, em determinados pontos-chave, que esta revela toda a sua dureza, principalmente do km 20 ao 32, onde os atletas têm de vencer uma inclinação bastante acentuada. Contudo, quem aqui chegar em boas condições pode usufruir dos restantes 10 km em inclinação descendente, tornando bastante melhor a parte final da competição. Finalmente, quando entramos dentro do Estádio Olímpico Panathinaiko ou Killimarmaron (em grego, beleza em mármore), que todas as emoções se desprendem de uma forma incontrolada. Jamais me esquecerei da beleza daquele momento, com milhares de pessoas a aplaudir durante horas seguidas os atletas que iam chegando ao fim da sua batalha, exaustos de cansaço, mas reconhecidos na sua grandiosidade por este povo, possuidor de uma das maiores da histórias do Mundo.
Demorei algum tempo a recuperar das emoções, pois, como complemento a tudo isto, ainda havia cumprido o meu grande objectivo, realizando uma magnífica corrida e estabelecendo um novo recorde pessoal de 3h30m. De seguida, chegou o Paulo, seguido do António. Também eles, tocados por tamanha apoteose, realizando ambos provas muito confortáveis, uma vez que ambicionavam apenas, tal como os nossos amigos Americanos, gozar cada metro pisado ao longo deste percurso verdadeiramente histórico.
Recolhidos os nossos pertences, sentamo-nos agora a descansar, a tirar umas fotos para a posterioridade e a gozar o nosso momento, nas bancadas deste belíssimo estádio de Atletismo em forma de “U”, com capacidade para 80000 pessoas sentadas, construído integralmente em mármore branca, proveniente de 566 a.C. O momento era magnânime!
Depois da massagem junto do nosso patrocinador e retemperadas as forças, despedimo-nos deste local sagrado, com destino ao conforto do nosso Hotel.
Aproveitamos o resto do dia para percorrermos mais algumas ruas da cidade e trocarmos, ainda a quente, a experiência e as emoções vividas nas últimas horas. Segunda-feira 01/11 – Ainda embriagados por tanto, levantámo-nos novamente, agora com destino a casa e à nossa verdadeira realidade, esperando-nos novamente algumas horas de viagem, mais suportáveis, por sabermos ter a família à nossa espera e, no fundo, bem orgulhosos por tudo aquilo que todos os dias conquistamos… o seu grande AMOR.
Um abraço muito especial para o António e para o Paulo, guerreiros valentes, sempre disponíveis para as grandes batalhas!
DS
P.S. – Lembram-se do João? Pois é… também ele acabou por vencer esta árdua batalha.
Tendo em vista o grande objectivo (Atenas). Muitas são as vezes que vamos conversando durante o treino da sorte que temos em poder usufruir desta região onde vivemos, esquecendo-nos também muitas vezes do potencial , da beleza ímpar e do bem-estar que esta nos pode proporcionar. Realizamos, por isso, hoje mais um treino, desta vez partindo junto à foz do Rio Douro, prosseguindo para sul no sentido de Espinho, num magnífico dia de Sol, com a temperatura a lembrar um qualquer dia de verão, muito agradável para a prática do atletismo, num mês de Outubro que já vai para lá de meio. Estes treinos maiores (chave do sucesso par qualquer Maratona) vão diminuindo no tempo de duração, contudo quisemos desta vez aumentar o ritmo médio, principalmente na sua 2.ª parte acabando toda a gente, como era de esperar, a evidenciar uma grande forma física. Deixamos abaixo o resumo deste treino em suporte Garmin. DS
Realizamos este fim de semana o último grande treino antes de enfrentarmos "A mais dura Maratona do Planeta", a partir daqui a intensidade dos treinos começa a diminuir até a data da referida competição. Levantamo-nos bem cedo, nesta manhã de Domingo, com um grande receio de podermos ter um típico dia de inverno, já que se anunciavam as piores previsões meteorológicas, contudo acabamos por ser presenteados com um agradável dia de Outono. Com saída do forte de Vila do conde corremos de início ao longo da marginal que se liga á bonita cidade da Póvoa do Varzim, percebendo-se desde logo a sorte que tínhamos em poder usufruir deste belo dia, já que se encontrava bem patente ao longo desta marginal, as consequências da fúria do mar no dia anterior. Chegados á zona de Aver-O-Mar, orientámo-nos na estrada nacional para Esposende, indo até ao km 16 a seguir à frequentadíssima feira da Estela. Depois de uma pequena pausa para alguma alimentação regressámos pelo mesmo percurso com o ritmo agora a aumentar um pouco de intensidade, acabando toda gente muito satisfeita com o teste realizado, que evidenciou a grande forma em que estes atletas se encontram.
Uma nota final para o Pedro Capela, que nos fez companhia e que pela primeira vez fez realizava um treino tão longo como este, evidenciando também ele uma invejável forma física.
Realizou-se este fim-de-semana a 22.ª Edição da Meia Maratona de Ovar. Mais uma vez mostrou porque é uma das provas mais conceituados do Atletismo Português, desde logo a demarcar-se pela excelente organização com que ano após ano premeia todos aqueles que de alguma forma neste dia gostam de sentir especiais. O percurso de 21 km muito plano e agradável, permitiu mais uma vez a obtenção de bons resultados a todos os atletas, desde logo destacando-se a prestação da Marisa Barros, correndo pelo S.L.B., e que ficou a 22 segundos do recorde da prova. Os Flechinhas fizeram-se representar com 6 atletas, dos quais 4 continuam com a preparação para as Maratonas agendadas para o final do mês, encarando, portanto, esta prova num espírito mais de treino do que propriamente competição. Continuamos com um atleta lesionado, que apesar de tudo não deixou de estar presente, fazendo alguns quilómetros, para aferir da evolução da lesão, mas acima de tudo para usufruir do enorme prazer que é correr nesta belíssima cidade de Ovar. Por fim o Sérgio Martins, que parece imune a qualquer tipo de contrariedade e mantém intocáveis as qualidade que todos lhe reconhecemos, realizando uma vez mais, uma prova de grande qualidade. (Resultados) Para concluir, uma referência especial para o habitual almoço da praxe, que nos une no final tudo isto, à volta de uma qualquer mesa de restaurante (não é bem assim, mas…) e que acaba por ser aquilo que verdadeiramente faz sentido; o elevar bem alto esse nobre sentimento que é a AMIZADE. DS
Há anos nas sombras de suas mais famosas filhas nascidas em Nova York, Londres e Berlim, a maratona de Atenas está utilizando um dos mais representativos aniversários do esporte — os 2.500 anos da mitológica corrida do mensageiro ateniense Feidípides da cidade de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos gregos sobre o exército invasor do Império Persa — para reativar seu perfil internacional. Aquela corrida em 490 antes de Cristo inspirou os organizadores da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, em 1896, o percurso de 42,195km feito por Feidípides. Em vez de estabelecer Atenas como a mais importante corrida desse tipo, aquela tentativa de reviver o feito do mensageiro deu origem a centenas de outras maratonas ao redor do mundo, muitas das quais com mais status que Atenas. Mais de um século depois, a maratona clássica de Atenas, em sua 28 edição este ano, no dia 31 de outubro, ainda é uma mera notinha de pé de página no calendário internacional, uma corrrida que carrega mais valor sentimental e histórico do que expressão competitiva. Marcada entre as maratonas de Chicago e de Nova York — ambas pesos pesados internacionais com premiações muito maiores, como no caso da americana, que terá uma premiação total, em dinheiro, de mais de 628 mil euros — a Maratona de Arenas têm muitas desvantagens além da data propriamente dita. Nossa premiação em dinheiro é de 20 mil euros, mais 25 mil em caso de recorde da prova — afirmou Kostas Panagopoulos, diretor da Maratona de Arenas. — Além disso, nosso orçamento para convidar atletas de elite é de 250 mil euros, muito menor que o de outras maratonas. O clima em Atenas também prejudica sua maratona, que tem que ser realizada no outono. Um percurso brutal, com várias partes em elevação, não facilita as coisas. Berlim, por exemplo, pode contar com desempenhos que levam às melhores marcas mundiais, pois seu percurso é praticamente todo no plano. Dona da melhor marca mundial para a maratona, a inglesa Paula Radcliffe sentiu a dureza da prova de Atenas. Ela desistiu dos 42km olímpicos após correr cerca de 35km durante as Olimpíadas, em 2004, depois de ter sofrido com o calor e a subida em direção ao centro da cidade. — Temos a benção de ter tido a corrida real e o percurso verdadeiro, que, de certa forma, é uma praga — disse Panagopoulos. O que certa vez foi uma exuberante região campestre, pontilhada com vinícolas e plantações de oliva, é agora parte de um amontoado urbano, com outdoors, construções e escombros ao longo da rodovia de mão dupla entre Maratona e Atenas. — Dizer que algumas partes do trajeto são feias é ser bastante condescendente — reconheceu Panagopoulos. Há anos, os organizadores vêm tentando levantar recursos para melhorar o aspecto estético do trajeto. Mas tem encontrado pouco apoio do Estado. Ainda assim, a corrida deste ano, que tem atraído um número recorde de participantes, verá algumas mudanças, com a remoção de partes da reserva central da estrada, para permitir uma largada mais plana e cartazes irão cobrir trechos mais feios do trajeto. Mais melhorias estão planejadas para 2011, incluindo marcadores de quilômetro em mármore. Se, no ano passado, quatro mil corredores participaram da prova, este ano a procura foi enorme. Em 17 dias, 12.500 vagas das 13.500 estipuladas como limite pelo organizadores foram preenchidas, sendo que 80% delas são de estrangeiros. — É a maratona com percurso mais duro do planeta, mas por outro lado, é atraente por causa de sua história — declarou o presidente do Comitê Olímpico Grego, Spyros Kapralos. — No que diz respeito à maratona clássica, Atenas não perde para qualquer outra — ressaltou Panagopoulos. Enquanto outras cidades atraem milhões de espectadores, Atenas põe poucos milhares nas ruas em direção ao Estádio Panathinaiko, local das primeiras Olimpíadas modernas, onde cerca de dez mil costumam aguardar os corredores. — Queremos levar os torcedores para o estádio e fazê-los sentir que estão sendo parte da história. Eles não estavam lá quando o Feidípides percorreu o trajeto. Não estavam lá em 1896 quando o grego Spyros Louis ganhou a maratona inaugural das Olimpíadas, mas eles estarão lá na celebração dos 2.500 anos — argumentou Panagopoulos. Ele disse que a importância histórica da corrida e as recentes melhorias atraíram muito mais corredores: — Se, para todos os muçulmanos Meca é um lugar ao qual eles têm de ir uma vez na vida, então acredito que todo maratonista quer, pelo menos uma vez, competir na maratona clássica de Atenas.
Realizou-se este Domingo mais uma edição do grande prémio de Atletismo de Ancede/Baião, que é a primeira prova oficial para Os Flechinhas da época que agora se inicia, esperando-se que esta corra pelo melhor, sem lesões e com a obtenção do maior número de sucessos colectivos e pessoais, mas acima de tudo podermo-nos divertir e extrair o maior prazer possível desta actividade que tanto gostamos. Os Flechinhas estiveram presentes com alguns elementos ainda sem ritmo, num claro inicio de época e outros já com ritmo a mais, preparando-se para as maratonas que se avizinham, mas que pelas características especiais desta prova, também eles penaram para cortar a linha de meta, vendo-se alguns destes darem logo uso à famosa bengala de artesanato, para se poderem arrastar até aos carros! Relativamente à prova propriamente dita, os parabéns à organização, que apesar da crise que tanto se fala, lá vai na 13.ª edição, mostrando grande trabalho e perseverança. Uma saudação especial para a veterana AURORA CUNHA, mais uma vez madrinha desta corrida e que como sempre, não se cansa de apoiar todos os atletas presentes, numa clara demonstração de grande humildade.
Considerada a madrinha de todas as modalidades dos jogos Olímpicos, a Maratona teve origem na Grécia antiga e muito se especula sobre sua origem. Diz à lenda que no ano de 490 A.C. os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides a tarefa de levar a boa notícia até a cidade de Atenas. Ele correu aproximadamente 35 km da planície da Maratona até Atenas e ao chegar só teve fôlego de anunciar "vencemos" e caiu morto! Na verdade não existe prova desta lenda, mas a história era boa e inspirou a competição que foi realizada pela primeira vez na Olimpíada de 1896 em Atenas. Mas a história real é ainda mais incrível. Se você acha notável um mensageiro correr 35 km subindo desde a planície de Maratona até Atenas, espere pela verdadeira história. Na verdade Pheidippides foi encarregado de uma tarefa mais árdua e importante. Quando os Persas estavam chegando à Grécia para destruir Atenas, coube a ele ir até Esparta, a 240 km de distância, pedir reforços. Ele foi correndo! Isso mesmo, correndo. Como o caminho era irregular para os cavalos, somente um mensageiro corredor poderia cobrir a distância em tempo. Pheidippides correu então em dois dias, os 240 km por terreno irregular, só para chegar a Esparta e receber um não como resposta. Os espartanos estavam comemorando o festival de Artemis e se recusaram a ajudar. Lá veio Pheidippides de volta a Atenas com a má notícia, correndo novamente. Se você acha que Pheidippides era um caso a parte, saiba que foi através da corrida que os atenienses venceram os Persas. Não era só Pheidippides quem corria. A preparação física era fundamental no exército ateniense e graças à corrida que eles derrotaram os Persas em Maratona. O plano persa era simples: desembarcar na planície de Maratona, derrotar o pequeno exército ateniense e então dar a volta pela costa para invadir Atenas pelo sul, desprotegido. Eram menos de 10 mil atenienses que sabendo da má notícia trazida por Pheidippides, resolveram fazer um ataque rápido ao exército de mais 25 mil persas que haviam desembarcado na planície de Maratona. O ataque surpresa foi um sucesso e os persas foram expulsos de volta aos seus barcos. Aí começou a segunda fase do plano persa: navegar por 8-10 horas até a praia de Phaleron que acreditavam estar desprotegida. Foi aí que os atenienses precisaram usar de todo o seu preparo físico. Depois de uma batalha que havia durado um dia inteiro, eles teriam que correr aproximadamente 40 km até Phaleron para impedir o desembarque persa. Nesta maratona os primeiros atenienses conseguiram alcançar Phaleron entre 5-6 horas e, uma hora antes dos barcos persas chegarem, os gregos já estavam na praia prontos para a batalha. Esta corrida foi decisiva para a vitória. Os persas não acreditaram em seus olhos quando, ao chegar a Phaleron avistaram o exército ateniense. Apesar de serem mais numerosos ficaram atemorizados pelos atenienses que pareciam verdadeiros super-homens. A frota persa navegou mais alguns dias procurando em vão um porto seguro para desembarque e então se retiraram. Ou seja, as corridas chamadas de maratona rememoram e homenageiam a façanha (possivelmente lendária) de Pheidippides. Com esse nome, passaram a ser disputadas a partir das primeiras Olimpíadas modernas, realizadas em Atenas, em 1896, cobrindo a distância que separa a capital da Grécia da cidade de Maratona, que não chega a 40 km. Os 42.195 m atuais foram estabelecidos nos jogos olímpicos de Londres, em 1908, para permitir que a família real assistisse do Palácio de Windsor, o início da corrida.
Os Flechinhas estão já num período de relaxamento tendo em vista as férias que se aproximam, contudo para três destes os próximos meses são de trabalho àrduo, já que esses malucos do costume, o António o Duarte e o Paulo, propuseram-se realizar mais uma maratona, desta vez a maratona de Atenas que se realiza no próximo dia 31 de Outubro e que comemora 2500 anos, que o então soldado e atleta Felípides correu de Maratona até Atenas, tão rapidamente quanto foi possível, cerca de 42 km, para anunciar ao Rei a vitória na batalha contra os Persas, conseguindo apenas dizer "vencemos", caindo morto pelo esforço, nascendo assim esta mítica prova, à qual este ano não poderíamos de forma alguma faltar!
Infelizmente a semana passada coloquei um post de luto relativo à morte de um atleta na Meia Maratona de Cortegaça e parece que assim vamos ter de continuar, tristes e amargurados, pelo menos, com a forma como tratam o atletismo e os atletas em particular. Vejamos: Realizou-se este fim-de-semana a Meia Maratona do Douro Vinhateiro, prova de inquestionável beleza, que serpenteia as magníficas margens do rio Douro, contudo esta 5.ª edição fica marcada por uma grave falha da organização, a qual acaba por privar os atletas do consumo de água por mais de 15 km de corrida, com temperaturas bastante elevadas, acima dos 30 graus, numa prova que se prolongou para muitos dos atletas para cima das 13 horas da tarde, já que esta teve o seu inicio, tardio, pelas 11 horas da manhã. Note-se que pelo menos 6 atletas foram hospitalizados, decorrente deste lamentável episódio. È incompreensível que uma organização que tem já alguma experiência neste tipo de eventos e que faz questão de anunciar que esta é “a mais bela prova do mundo”, tenha lapsos desta gravidade, acabando por pôr em risco a vida dos atletas. Seja por premeditação ou por negligência, este tipo de situações têm de ser erradicadas definitivamente do desporto. Quanto aos Flechinhas, obviamente que estavam todos bastantes desiludidos com as prestações obtidas e acima de tudo extenuados com tamanha violência física a que foram sujeitos, contudo tínhamos á espera aquilo que é mais importante na vida de todos, que é a família e preparados para um extraordinário piquenique que acabou por ser o melhor deste dia, partilhando-se momentos grande alegria e companheirismo. DS
Este fim-de-semana Os Flechinhas decidiram dividir-se entre duas bonitas competições, o Grande Prémio de Atletismo de Rebordosa e XXV Meia Maratona de Cortegaça. Infelizmente este é um fim-de-semana de luto para todos os amantes do desporto, mas em particular do atletismo, já que acabou por falecer na Meia Maratona de Cortegaça, logo no início da referida competição, o atleta António de Jesus de 40 anos residente em Santa Maria da Feira. Deixando de fazer sentido qualquer descrição mais pormenorizada das nossas habituais satisfações ou insatisfações com as referidas prestações, deixamos tão-somente os sentidos pêsames à família e amigos deste companheiro de corridas.
Realizou-se no passado fim-de-semana a 2.ª edição do Grande Prémio de Atletismo das Águas de Gaia, na qual tivemos o prazer de participar pela primeira vez. Desde logo ficamos impressionados pela massa humana que se ia aglomerando junto ao Edifício sede, á medida que se aproximava a hora de partida das provas agendadas, acabando por se contabilizar no final mais de 1200 atletas; notável. Esta edição tinha como propósito celebrar os 10 anos da existência desta Empresa pública, que serve o município de Vila Nova de Gaia, tendo a prova principal como madrinha a nossa grande campeã Rosa Mota, realizando-se, também, em paralelo uma caminhada sem fins lucrativos cujos valores revertiam a favor de uma instituição social do Município. A competição realizou-se com os atletas a serpentear as ruas centrais da vila, com o percurso a apresentar características de elevada dificuldade técnica, principalmente devido aos acentuados desníveis que se verificavam, agravado ainda pelo intenso calor que se fazia sentir nesta manhã de primavera. Os vencedores desta edição foram a Fernanda Ribeiro correndo individualmente e o Bruno Jesus pelo Joane. Relativamente aos Flechinhas, estiveram novamente em bom plano, com um dos nossos atletas a fazer uma prova verdadeiramente soberba!