Sejam todos bem-vindos, especialmente àqueles que amam o desporto e esta modalidade em particular. Criamos este Blog, no intuito de irmos narrando as nossas aventuras e estados de espírito, mas acima de tudo, partilharmos experiências, procurando fazer novas amizades.
A todos cumprimentos desportivos.

Os Flechinhas

sábado, 6 de novembro de 2010

A terra dos Deuses!

A demora na apresentação deste “post” deve-se, essencialmente, ao facto de ser necessário algum tempo para assimilar e digerir todas as emoções vividas nesta grande viagem que, por sinal, ainda estão bem latentes no momento em que redigo esta crónica.
Arrebatador! É, sem dúvida, a palavra ideal para descrever tamanho acontecimento, senão vejamos:
Sexta-feira 29/10 - Viagem com início marcado para 9:55. Encontrámo-nos no aeroporto, depois de nos despedirmos das respectivas famílias. Depois de um atraso de cerca de 1 hora dentro do avião da Portugália que, devido a uma avaria eléctrica num dos fornos do avião, fomos obrigados a mudar de aeronave. Resolvido o problema, seguimos tal como planeado rumo a Milão onde nos esperaria uma escala de cerca de 4 horas, aproveitada para fazermos alguma alimentação, bem como para um joguinho de cartas na versão de “Sobe e Desce”… de registar que o mesmo foi ganho por mim, começando assim um fim-de-semana na senda das vitórias como veremos mais à frente. Lol…
Agora num avião da Aegean das linhas aéreas Gregas, voávamos finalmente para Atenas, passando por cima dos Alpes e usufruindo desta forma de uma paisagem ímpar e indescritível.
Curiosos com um indivíduo que usava uma t-shirt da meia maratona de Lisboa, logo quisemos saber mais... Tratava-se de um conterrâneo chamado João que mora em Sintra (que bela cidade…) e viajava sozinho para Atenas para também ele correr a maratona. Depois de alguns dedos de conversa, ficamos ainda mais surpreendidos quando o João nos disse que nunca tinha feito nenhuma Maratona… nem treinos que se aproximassem disso e que apenas tinha realizado duas meias-maratonas… Aqui estava um homem de grande coragem, que tal como Philipedes, ambicionava realizar um acto heróico!
Chegados ao aeroporto de Atenas já cerca das 22 horas, rapidamente nos dirigimos para o Metro com destino ao nosso hotel pois a viagem demoraria ainda cerda de 1 hora. É nesta altura que conhecemos o Morgan (americano)… um autêntico cidadão do mundo, pois passa uma grande parte da sua vida a viajar, não em trabalho, mas sim em lazer, vivendo intensamente e partilhando experiências de vida com os mais diferentes povos deste planeta. É gratificante conhecermos pessoas assim, tão disponíveis para socializar e trocar momentos de verdadeira partilha.
Depois de devidamente instalados, quisemos sentir o pulso à cidade, dirigindo-nos de táxi para uma zona central da metrópole, desde logo para jantar mas também para podermos sentir a forma como os gregos se divertem numa agradável noite de sexta-feira. Percorrendo estreitas ruas repletas de pequenos bares e tabernas, apinhados de gente nas respectivas esplanadas, bebendo mais um copo por entre muitos dedos de conversa e expressões de alegria. Sentia-se um ambiente realmente intenso e genuíno.
Cansados da viagem, regressamos ao hotel para descansar sem que primeiro passássemos ainda por algumas peripécias com uma mudança de quarto depois de inutilizado o sistema eléctrico do anterior, com o funcionário a achar pouca piada à nossa boa disposição, apesar do dia extenuante que tínhamos vivido. “Quadro eléctrico generali. Não?”
Sábado 30/10 – Apesar das poucas horas de sono, levantámo-nos relativamente cedo, pois pretendíamos aproveitar bem o dia para realizar algumas tarefas, bem como, para visitar a cidade. Depois de tomado o pequeno-almoço, na tranquilidade do salão do hotel, encaminhámo-nos para os Jardins Nacionais, bem no centro de Atenas, onde no edifício de conferências “Zappeion” se exibia uma enormíssima feira ligada a este acontecimento desportivo, com inúmeros expositores locais e internacionais a mostrarem os seus produtos, desde logo: produtos e serviços para os corredores, artigos comemorativos, testes e aconselhamentos médicos, etc. Depois de uma primeira visita rápida a esta exposição, dirigimo-nos para junto do nosso patrocinador oficial, a ADIDAS, que tinha a sua própria estrutura montada nestes mesmos jardins. Fomos recebidos num ambiente de muita alegria e entusiasmo, tal como consta do slogan da ADIDAS:
Your Perfect Run
“Todos os corredores são diferentes. Todos temos especiais capacidades, motivações e diferentes formas de correr. Ajudamos a realizar o seu objectivo pessoal, não importa qual seja”

Ostentávamos agora crachás ao peito onde se podia ler “Team Adidas” e um saco bem preso por um punho cerrado, de quem tinha acabado de conquistar algo de valioso e não o pretendia ver alienado por preço algum, pois continha algo maior para um corredor de Maratona, a sua sagrada camisola, bem como, o respectivo dorsal.
Almoçamos por ali com toda a equipa uma saborosa refeição de carboidratos - providenciada pelo Staff - e passamos mais algum tempo em convívio, conversando com alguns elementos da equipa.
Antes de deixarmos os Jardins Nacionais, quisemos uma vez mais fazer uma nova visita, agora mais detalhada à exposição que honrava esta grande Maratona.
Saídos da estação de Metro com o nome de “Acropoli”, a curiosidade aumentava a cada passo que dávamos com destino esta visita, pois de cá de baixo já ia imaginando o espectáculo que se nos reservava. É realmente espectacular aquela colina rochosa que se erguia diante os nossos olhos com algumas das mais famosas edificações do mundo antigo. E lá estava o imponente Partenon a destacar-se como o templo principal, o Erection (templo dos Deuses) e a vista sobre a cidade… de cortar a respiração!
Atordoados por tamanha beleza e imponência histórica, regressamos ao final da tarde ao nosso Hotel, pois não nos podíamos esquecer que para além do turismo, tínhamos uma Maratona de enorme carga simbólica a realizar no dia seguinte. Jantados e preparado o material para a manhã do dia seguinte, fomos descansar!
Domingo 31/10 - 04:45… o alarme do meu relógio dá sinal! Sim… não estou enganado na hora… tínhamos de nos preparar e apanhar um dos autocarros que partia entre as 05:30 e as 06:30h, que nos levava para o local de partida. Nada mais nada menos, que a cidade de Maratona. Viagem de cerca de 1 hora até ao estádio de Maratona, de onde seria dado o tiro de partida às 9 horas locais. Depois de uma visita rápida às imediações com tempo para algumas fotos e para aquecer o espírito junto da chama Olímpica, refugiamo-nos num albergue repleto de Maratonistas que iam agora aquecendo o corpo junto de uma agradável lareira e uma chávena de café nas mãos. Tivemos aqui a oportunidade para novamente partilhar experiências de vida, desta vez com dois americanos que estavam ali para gozar a sua 35.ª e 36.ª Maratona e apenas lá estavam pelo autêntico prazer de correr e viver novas experiências, não tendo em mente qualquer tipo de prestação ou tempo a realizar. Fantástico!
Apesar de sentirmos alguma resistência em abandonar este local tão aprazível lá nos encaminhámos para os blocos de partida. Somente nesta altura nos apercebemos da grandiosidade deste acontecimento, com cerca de 16 000 atletas de todas as partes do mundo, circulando de um lado para outro, tentando encontrar o seu bloco de partida, fervilhando por todos os lados as mais genuínas emoções.
Momento solene em que todos erguemos o nosso braço direito no ar e juramos pelos princípios olímpicos, retendo-se aqui a máxima de que o importante não é ganhar mas sim participar, bem como o essencial, ou seja, “não é ter conquistado mas ter combatido bem”.
Ora, sem intuito de ganhar mas com muita vontade de combater cada metro à nossa frente, partimos com destino a Atenas, percorrendo o mesmo percurso que Philipedes havia percorrido 2500 anos antes para anunciar ao Rei a grandiosa vitória sobre os Persas, sucumbindo de seguida a seus pés. Pessoalmente, esta foi uma Maratona em que senti várias vezes as emoções à flor da pele, tanto pela carga histórica que a mesma representava, bem como, com o apoio vibrante que fui sentido do povo grego que nos apoiou incondicionalmente ao longo de todo o percurso. Eu tinha preparado muito bem esta corrida e delineado a obtenção de um recorde pessoal dentro das 3 horas 30 minutos, sentindo portanto também alguma pressão extra com a colocação deste objectivo. A prova propriamente dita è realmente muito dura e talvez uma das mais exigentes do Mundo, pois é, em determinados pontos-chave, que esta revela toda a sua dureza, principalmente do km 20 ao 32, onde os atletas têm de vencer uma inclinação bastante acentuada. Contudo, quem aqui chegar em boas condições pode usufruir dos restantes 10 km em inclinação descendente, tornando bastante melhor a parte final da competição. Finalmente, quando entramos dentro do Estádio Olímpico Panathinaiko ou Killimarmaron (em grego, beleza em mármore), que todas as emoções se desprendem de uma forma incontrolada. Jamais me esquecerei da beleza daquele momento, com milhares de pessoas a aplaudir durante horas seguidas os atletas que iam chegando ao fim da sua batalha, exaustos de cansaço, mas reconhecidos na sua grandiosidade por este povo, possuidor de uma das maiores da histórias do Mundo.
Demorei algum tempo a recuperar das emoções, pois, como complemento a tudo isto, ainda havia cumprido o meu grande objectivo, realizando uma magnífica corrida e estabelecendo um novo recorde pessoal de 3h30m. De seguida, chegou o Paulo, seguido do António. Também eles, tocados por tamanha apoteose, realizando ambos provas muito confortáveis, uma vez que ambicionavam apenas, tal como os nossos amigos Americanos, gozar cada metro pisado ao longo deste percurso verdadeiramente histórico.
Recolhidos os nossos pertences, sentamo-nos agora a descansar, a tirar umas fotos para a posterioridade e a gozar o nosso momento, nas bancadas deste belíssimo estádio de Atletismo em forma de “U”, com capacidade para 80000 pessoas sentadas, construído integralmente em mármore branca, proveniente de 566 a.C. O momento era magnânime!
Depois da massagem junto do nosso patrocinador e retemperadas as forças, despedimo-nos deste local sagrado, com destino ao conforto do nosso Hotel.
Aproveitamos o resto do dia para percorrermos mais algumas ruas da cidade e trocarmos, ainda a quente, a experiência e as emoções vividas nas últimas horas.
Segunda-feira 01/11 – Ainda embriagados por tanto, levantámo-nos novamente, agora com destino a casa e à nossa verdadeira realidade, esperando-nos novamente algumas horas de viagem, mais suportáveis, por sabermos ter a família à nossa espera e, no fundo, bem orgulhosos por tudo aquilo que todos os dias conquistamos… o seu grande AMOR.
Um abraço muito especial para o António e para o Paulo, guerreiros valentes, sempre disponíveis para as grandes batalhas!
DS
P.S. – Lembram-se do João? Pois é… também ele acabou por vencer esta árdua batalha.

A Apoteose final!

domingo, 17 de outubro de 2010

O treino prossegue….

Tendo em vista o grande objectivo (Atenas).
Muitas são as vezes que vamos conversando durante o treino da sorte que temos em poder usufruir desta região onde vivemos, esquecendo-nos também muitas vezes do potencial , da beleza ímpar e do bem-estar que esta nos pode proporcionar.
Realizamos, por isso, hoje mais um treino, desta vez partindo junto à foz do Rio Douro, prosseguindo para sul no sentido de Espinho, num magnífico dia de Sol, com a temperatura a lembrar um qualquer dia de verão, muito agradável para a prática do atletismo, num mês de Outubro que já vai para lá de meio.
Estes treinos maiores (chave do sucesso par qualquer Maratona) vão diminuindo no tempo de duração, contudo quisemos desta vez aumentar o ritmo médio, principalmente na sua 2.ª parte acabando toda a gente, como era de esperar, a evidenciar uma grande forma física.
Deixamos abaixo o resumo deste treino em suporte Garmin.
DS

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A caminho de Atenas...

Realizamos este fim de semana o último grande treino antes de enfrentarmos "A mais dura Maratona do Planeta", a partir daqui a intensidade dos treinos começa a diminuir até a data da referida competição. Levantamo-nos bem cedo, nesta manhã de Domingo, com um grande receio de podermos ter um típico dia de inverno, já que se anunciavam as piores previsões meteorológicas, contudo acabamos por ser presenteados com um agradável dia de Outono.
Com saída do forte de Vila do conde corremos de início ao longo da marginal que se liga á bonita cidade da Póvoa do Varzim, percebendo-se desde logo a sorte que tínhamos em poder usufruir deste belo dia, já que se encontrava bem patente ao longo desta marginal, as consequências da fúria do mar no dia anterior. Chegados á zona de Aver-O-Mar, orientámo-nos na estrada nacional para Esposende, indo até ao km 16 a seguir à frequentadíssima feira da Estela. Depois de uma pequena pausa para alguma alimentação regressámos pelo mesmo percurso com o ritmo agora a aumentar um pouco de intensidade, acabando toda gente muito satisfeita com o teste realizado, que evidenciou a grande forma em que estes atletas se encontram.
Uma nota final para o Pedro Capela, que nos fez companhia e que pela primeira vez fez realizava um treino tão longo como este, evidenciando também ele uma invejável forma física.
DS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

22.ª Meia Maratona de Ovar

Realizou-se este fim-de-semana a 22.ª Edição da Meia Maratona de Ovar. Mais uma vez mostrou porque é uma das provas mais conceituados do Atletismo Português, desde logo a demarcar-se pela excelente organização com que ano após ano premeia todos aqueles que de alguma forma neste dia gostam de sentir especiais. O percurso de 21 km muito plano e agradável, permitiu mais uma vez a obtenção de bons resultados a todos os atletas, desde logo destacando-se a prestação da Marisa Barros, correndo pelo S.L.B., e que ficou a 22 segundos do recorde da prova.
Os Flechinhas fizeram-se representar com 6 atletas, dos quais 4 continuam com a preparação para as Maratonas agendadas para o final do mês, encarando, portanto, esta prova num espírito mais de treino do que propriamente competição. Continuamos com um atleta lesionado, que apesar de tudo não deixou de estar presente, fazendo alguns quilómetros, para aferir da evolução da lesão, mas acima de tudo para usufruir do enorme prazer que é correr nesta belíssima cidade de Ovar. Por fim o Sérgio Martins, que parece imune a qualquer tipo de contrariedade e mantém intocáveis as qualidade que todos lhe reconhecemos, realizando uma vez mais, uma prova de grande qualidade. (Resultados)
Para concluir, uma referência especial para o habitual almoço da praxe, que nos une no final tudo isto, à volta de uma qualquer mesa de restaurante (não é bem assim, mas…) e que acaba por ser aquilo que verdadeiramente faz sentido; o elevar bem alto esse nobre sentimento que é a AMIZADE.
DS

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A mais dura Maratona do planeta

Há anos nas sombras de suas mais famosas filhas nascidas em Nova York, Londres e Berlim, a maratona de Atenas está utilizando um dos mais representativos aniversários do esporte — os 2.500 anos da mitológica corrida do mensageiro ateniense Feidípides da cidade de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos gregos sobre o exército invasor do Império Persa — para reativar seu perfil internacional.
Aquela corrida em 490 antes de Cristo inspirou os organizadores da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, em 1896, o percurso de 42,195km feito por Feidípides. Em vez de estabelecer Atenas como a mais importante corrida desse tipo, aquela tentativa de reviver o feito do mensageiro deu origem a centenas de outras maratonas ao redor do mundo, muitas das quais com mais status que Atenas.
Mais de um século depois, a maratona clássica de Atenas, em sua 28 edição este ano, no dia 31 de outubro, ainda é uma mera notinha de pé de página no calendário internacional, uma corrrida que carrega mais valor sentimental e histórico do que expressão competitiva. Marcada entre as maratonas de Chicago e de Nova York — ambas pesos pesados internacionais com premiações muito maiores, como no caso da americana, que terá uma premiação total, em dinheiro, de mais de 628 mil euros — a Maratona de Arenas têm muitas desvantagens além da data propriamente dita.
Nossa premiação em dinheiro é de 20 mil euros, mais 25 mil em caso de recorde da prova — afirmou Kostas Panagopoulos, diretor da Maratona de Arenas.
— Além disso, nosso orçamento para convidar atletas de elite é de 250 mil euros, muito menor que o de outras maratonas.
O clima em Atenas também prejudica sua maratona, que tem que ser realizada no outono. Um percurso brutal, com várias partes em elevação, não facilita as coisas. Berlim, por exemplo, pode contar com desempenhos que levam às melhores marcas mundiais, pois seu percurso é praticamente todo no plano.
Dona da melhor marca mundial para a maratona, a inglesa Paula Radcliffe sentiu a dureza da prova de Atenas. Ela desistiu dos 42km olímpicos após correr cerca de 35km durante as Olimpíadas, em 2004, depois de ter sofrido com o calor e a subida em direção ao centro da cidade.
— Temos a benção de ter tido a corrida real e o percurso verdadeiro, que, de certa forma, é uma praga — disse Panagopoulos.
O que certa vez foi uma exuberante região campestre, pontilhada com vinícolas e plantações de oliva, é agora parte de um amontoado urbano, com outdoors, construções e escombros ao longo da rodovia de mão dupla
entre Maratona e Atenas.
— Dizer que algumas partes do trajeto são feias é ser bastante condescendente — reconheceu Panagopoulos.
Há anos, os organizadores vêm tentando levantar recursos para melhorar o aspecto estético do trajeto. Mas tem encontrado pouco apoio do Estado. Ainda assim, a corrida deste ano, que tem atraído um número recorde de participantes, verá algumas mudanças, com a remoção de partes da reserva central da estrada, para permitir uma largada mais plana e cartazes irão cobrir trechos mais feios do trajeto. Mais melhorias estão planejadas para 2011, incluindo marcadores de quilômetro em mármore.
Se, no ano passado, quatro mil corredores participaram da prova, este ano a procura foi enorme. Em 17 dias, 12.500 vagas das 13.500 estipuladas como limite pelo organizadores foram preenchidas, sendo que 80% delas são de estrangeiros.
— É a maratona com percurso mais duro do planeta, mas por outro lado, é atraente por causa de sua história — declarou o presidente do Comitê Olímpico Grego, Spyros Kapralos.
— No que diz respeito à maratona clássica, Atenas não perde para qualquer outra — ressaltou Panagopoulos.
Enquanto outras cidades atraem milhões de espectadores, Atenas põe poucos milhares nas ruas em direção ao Estádio Panathinaiko, local das primeiras Olimpíadas modernas, onde cerca de dez mil costumam aguardar os corredores.
— Queremos levar os torcedores para o estádio e fazê-los sentir que estão sendo parte da história. Eles não estavam lá quando o Feidípides percorreu o trajeto. Não estavam lá em 1896 quando o grego Spyros Louis ganhou a maratona inaugural das Olimpíadas, mas eles estarão lá na celebração dos 2.500 anos — argumentou Panagopoulos.
Ele disse que a importância histórica da corrida e as recentes melhorias atraíram muito mais corredores:
— Se, para todos os muçulmanos Meca é um lugar ao qual eles têm de ir uma vez na vida, então acredito que todo maratonista quer, pelo menos uma vez, competir na maratona clássica de Atenas.
Extraído de: O Globo