Sejam todos bem-vindos, especialmente àqueles que amam o desporto e esta modalidade em particular. Criamos este Blog, no intuito de irmos narrando as nossas aventuras e estados de espírito, mas acima de tudo, partilharmos experiências, procurando fazer novas amizades.
A todos cumprimentos desportivos.

Os Flechinhas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A caminho de Atenas...

Realizamos este fim de semana o último grande treino antes de enfrentarmos "A mais dura Maratona do Planeta", a partir daqui a intensidade dos treinos começa a diminuir até a data da referida competição. Levantamo-nos bem cedo, nesta manhã de Domingo, com um grande receio de podermos ter um típico dia de inverno, já que se anunciavam as piores previsões meteorológicas, contudo acabamos por ser presenteados com um agradável dia de Outono.
Com saída do forte de Vila do conde corremos de início ao longo da marginal que se liga á bonita cidade da Póvoa do Varzim, percebendo-se desde logo a sorte que tínhamos em poder usufruir deste belo dia, já que se encontrava bem patente ao longo desta marginal, as consequências da fúria do mar no dia anterior. Chegados á zona de Aver-O-Mar, orientámo-nos na estrada nacional para Esposende, indo até ao km 16 a seguir à frequentadíssima feira da Estela. Depois de uma pequena pausa para alguma alimentação regressámos pelo mesmo percurso com o ritmo agora a aumentar um pouco de intensidade, acabando toda gente muito satisfeita com o teste realizado, que evidenciou a grande forma em que estes atletas se encontram.
Uma nota final para o Pedro Capela, que nos fez companhia e que pela primeira vez fez realizava um treino tão longo como este, evidenciando também ele uma invejável forma física.
DS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

22.ª Meia Maratona de Ovar

Realizou-se este fim-de-semana a 22.ª Edição da Meia Maratona de Ovar. Mais uma vez mostrou porque é uma das provas mais conceituados do Atletismo Português, desde logo a demarcar-se pela excelente organização com que ano após ano premeia todos aqueles que de alguma forma neste dia gostam de sentir especiais. O percurso de 21 km muito plano e agradável, permitiu mais uma vez a obtenção de bons resultados a todos os atletas, desde logo destacando-se a prestação da Marisa Barros, correndo pelo S.L.B., e que ficou a 22 segundos do recorde da prova.
Os Flechinhas fizeram-se representar com 6 atletas, dos quais 4 continuam com a preparação para as Maratonas agendadas para o final do mês, encarando, portanto, esta prova num espírito mais de treino do que propriamente competição. Continuamos com um atleta lesionado, que apesar de tudo não deixou de estar presente, fazendo alguns quilómetros, para aferir da evolução da lesão, mas acima de tudo para usufruir do enorme prazer que é correr nesta belíssima cidade de Ovar. Por fim o Sérgio Martins, que parece imune a qualquer tipo de contrariedade e mantém intocáveis as qualidade que todos lhe reconhecemos, realizando uma vez mais, uma prova de grande qualidade. (Resultados)
Para concluir, uma referência especial para o habitual almoço da praxe, que nos une no final tudo isto, à volta de uma qualquer mesa de restaurante (não é bem assim, mas…) e que acaba por ser aquilo que verdadeiramente faz sentido; o elevar bem alto esse nobre sentimento que é a AMIZADE.
DS

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A mais dura Maratona do planeta

Há anos nas sombras de suas mais famosas filhas nascidas em Nova York, Londres e Berlim, a maratona de Atenas está utilizando um dos mais representativos aniversários do esporte — os 2.500 anos da mitológica corrida do mensageiro ateniense Feidípides da cidade de Maratona até Atenas para anunciar a vitória dos gregos sobre o exército invasor do Império Persa — para reativar seu perfil internacional.
Aquela corrida em 490 antes de Cristo inspirou os organizadores da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, em 1896, o percurso de 42,195km feito por Feidípides. Em vez de estabelecer Atenas como a mais importante corrida desse tipo, aquela tentativa de reviver o feito do mensageiro deu origem a centenas de outras maratonas ao redor do mundo, muitas das quais com mais status que Atenas.
Mais de um século depois, a maratona clássica de Atenas, em sua 28 edição este ano, no dia 31 de outubro, ainda é uma mera notinha de pé de página no calendário internacional, uma corrrida que carrega mais valor sentimental e histórico do que expressão competitiva. Marcada entre as maratonas de Chicago e de Nova York — ambas pesos pesados internacionais com premiações muito maiores, como no caso da americana, que terá uma premiação total, em dinheiro, de mais de 628 mil euros — a Maratona de Arenas têm muitas desvantagens além da data propriamente dita.
Nossa premiação em dinheiro é de 20 mil euros, mais 25 mil em caso de recorde da prova — afirmou Kostas Panagopoulos, diretor da Maratona de Arenas.
— Além disso, nosso orçamento para convidar atletas de elite é de 250 mil euros, muito menor que o de outras maratonas.
O clima em Atenas também prejudica sua maratona, que tem que ser realizada no outono. Um percurso brutal, com várias partes em elevação, não facilita as coisas. Berlim, por exemplo, pode contar com desempenhos que levam às melhores marcas mundiais, pois seu percurso é praticamente todo no plano.
Dona da melhor marca mundial para a maratona, a inglesa Paula Radcliffe sentiu a dureza da prova de Atenas. Ela desistiu dos 42km olímpicos após correr cerca de 35km durante as Olimpíadas, em 2004, depois de ter sofrido com o calor e a subida em direção ao centro da cidade.
— Temos a benção de ter tido a corrida real e o percurso verdadeiro, que, de certa forma, é uma praga — disse Panagopoulos.
O que certa vez foi uma exuberante região campestre, pontilhada com vinícolas e plantações de oliva, é agora parte de um amontoado urbano, com outdoors, construções e escombros ao longo da rodovia de mão dupla
entre Maratona e Atenas.
— Dizer que algumas partes do trajeto são feias é ser bastante condescendente — reconheceu Panagopoulos.
Há anos, os organizadores vêm tentando levantar recursos para melhorar o aspecto estético do trajeto. Mas tem encontrado pouco apoio do Estado. Ainda assim, a corrida deste ano, que tem atraído um número recorde de participantes, verá algumas mudanças, com a remoção de partes da reserva central da estrada, para permitir uma largada mais plana e cartazes irão cobrir trechos mais feios do trajeto. Mais melhorias estão planejadas para 2011, incluindo marcadores de quilômetro em mármore.
Se, no ano passado, quatro mil corredores participaram da prova, este ano a procura foi enorme. Em 17 dias, 12.500 vagas das 13.500 estipuladas como limite pelo organizadores foram preenchidas, sendo que 80% delas são de estrangeiros.
— É a maratona com percurso mais duro do planeta, mas por outro lado, é atraente por causa de sua história — declarou o presidente do Comitê Olímpico Grego, Spyros Kapralos.
— No que diz respeito à maratona clássica, Atenas não perde para qualquer outra — ressaltou Panagopoulos.
Enquanto outras cidades atraem milhões de espectadores, Atenas põe poucos milhares nas ruas em direção ao Estádio Panathinaiko, local das primeiras Olimpíadas modernas, onde cerca de dez mil costumam aguardar os corredores.
— Queremos levar os torcedores para o estádio e fazê-los sentir que estão sendo parte da história. Eles não estavam lá quando o Feidípides percorreu o trajeto. Não estavam lá em 1896 quando o grego Spyros Louis ganhou a maratona inaugural das Olimpíadas, mas eles estarão lá na celebração dos 2.500 anos — argumentou Panagopoulos.
Ele disse que a importância histórica da corrida e as recentes melhorias atraíram muito mais corredores:
— Se, para todos os muçulmanos Meca é um lugar ao qual eles têm de ir uma vez na vida, então acredito que todo maratonista quer, pelo menos uma vez, competir na maratona clássica de Atenas.
Extraído de: O Globo

domingo, 19 de setembro de 2010

13.º G.P. Atletismo de Ancede-Baião

Realizou-se este Domingo mais uma edição do grande prémio de Atletismo de Ancede/Baião, que é a primeira prova oficial para Os Flechinhas da época que agora se inicia, esperando-se que esta corra pelo melhor, sem lesões e com a obtenção do maior número de sucessos colectivos e pessoais, mas acima de tudo podermo-nos divertir e extrair o maior prazer possível desta actividade que tanto gostamos. Os Flechinhas estiveram presentes com alguns elementos ainda sem ritmo, num claro inicio de época e outros já com ritmo a mais, preparando-se para as maratonas que se avizinham, mas que pelas características especiais desta prova, também eles penaram para cortar a linha de meta, vendo-se alguns destes darem logo uso à famosa bengala de artesanato, para se poderem arrastar até aos carros!
Relativamente à prova propriamente dita, os parabéns à organização, que apesar da crise que tanto se fala, lá vai na 13.ª edição, mostrando grande trabalho e perseverança.
Uma saudação especial para a veterana AURORA CUNHA, mais uma vez madrinha desta corrida e que como sempre, não se cansa de apoiar todos os atletas presentes, numa clara demonstração de grande humildade.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A (verdadeira) História da Maratona!

Considerada a madrinha de todas as modalidades dos jogos Olímpicos, a Maratona teve origem na Grécia antiga e muito se especula sobre sua origem.
Diz à lenda que no ano de 490 A.C. os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides a tarefa de levar a boa notícia até a cidade de Atenas. Ele correu aproximadamente 35 km da planície da Maratona até Atenas e ao chegar só teve fôlego de anunciar "vencemos" e caiu morto!
Na verdade não existe prova desta lenda, mas a história era boa e inspirou a competição que foi realizada pela primeira vez na Olimpíada de 1896 em Atenas.
Mas a história real é ainda mais incrível. Se você acha notável um mensageiro correr 35 km subindo desde a planície de Maratona até Atenas, espere pela verdadeira história.
Na verdade Pheidippides foi encarregado de uma tarefa mais árdua e importante. Quando os Persas estavam chegando à Grécia para destruir Atenas, coube a ele ir até Esparta, a 240 km de distância, pedir reforços. Ele foi correndo!
Isso mesmo, correndo. Como o caminho era irregular para os cavalos, somente um mensageiro corredor poderia cobrir a distância em tempo. Pheidippides correu então em dois dias, os 240 km por terreno irregular, só para chegar a Esparta e receber um não como resposta. Os espartanos estavam comemorando o festival de Artemis e se recusaram a ajudar. Lá veio Pheidippides de volta a Atenas com a má notícia, correndo novamente.
Se você acha que Pheidippides era um caso a parte, saiba que foi através da corrida que os atenienses venceram os Persas.
Não era só Pheidippides quem corria. A preparação física era fundamental no exército ateniense e graças à corrida que eles derrotaram os Persas em Maratona.
O plano persa era simples: desembarcar na planície de Maratona, derrotar o pequeno exército ateniense e então dar a volta pela costa para invadir Atenas pelo sul, desprotegido.
Eram menos de 10 mil atenienses que sabendo da má notícia trazida por Pheidippides, resolveram fazer um ataque rápido ao exército de mais 25 mil persas que haviam desembarcado na planície de Maratona.
O ataque surpresa foi um sucesso e os persas foram expulsos de volta aos seus barcos. Aí começou a segunda fase do plano persa: navegar por 8-10 horas até a praia de Phaleron que acreditavam estar desprotegida.
Foi aí que os atenienses precisaram usar de todo o seu preparo físico. Depois de uma batalha que havia durado um dia inteiro, eles teriam que correr aproximadamente 40 km até Phaleron para impedir o desembarque persa.
Nesta maratona os primeiros atenienses conseguiram alcançar Phaleron entre 5-6 horas e, uma hora antes dos barcos persas chegarem, os gregos já estavam na praia prontos para a batalha. Esta corrida foi decisiva para a vitória.
Os persas não acreditaram em seus olhos quando, ao chegar a Phaleron avistaram o exército ateniense. Apesar de serem mais numerosos ficaram atemorizados pelos atenienses que pareciam verdadeiros super-homens. A frota persa navegou mais alguns dias procurando em vão um porto seguro para desembarque e então se retiraram.
Ou seja, as corridas chamadas de maratona rememoram e homenageiam a façanha (possivelmente lendária) de Pheidippides. Com esse nome, passaram a ser disputadas a partir das primeiras Olimpíadas modernas, realizadas em Atenas, em 1896, cobrindo a distância que separa a capital da Grécia da cidade de Maratona, que não chega a 40 km. Os 42.195 m atuais foram estabelecidos nos jogos olímpicos de Londres, em 1908, para permitir que a família real assistisse do Palácio de Windsor, o início da corrida.