Sejam todos bem-vindos, especialmente àqueles que amam o desporto e esta modalidade em particular. Criamos este Blog, no intuito de irmos narrando as nossas aventuras e estados de espírito, mas acima de tudo, partilharmos experiências, procurando fazer novas amizades.
A todos cumprimentos desportivos.

Os Flechinhas

domingo, 18 de maio de 2008

Grande Prémio de Atletismo da Marginal - Póvoa de Varzim

Realizou-se, hoje de manhã (18 de Maio de 2008), pelas 10h00, o 2º Grande Prémio da Marginal da Póvoa de Varzim - Vila do Conde, em Atletismo. De salientar, o facto de parte das receitas da prova reverter a favor da Associação Portuguesa de Paramiloidose. Nesta segunda edição, a prova teve como cidade anfitriã a Póvoa de Varzim, contrariamente ao que sucedeu em 2007. A nível interno, a prova ficou marcada pelas ausências de dois atletas do Clube Desportivo das Aves, a saber: Duarte Silva (ainda que existam algumas dúvidas quanto à sua ausência…) e Luís Martins. Por outro lado, estiveram presentes Manuel Gomes, Joaquim Ferreira, Lino Alves, Joaquim Faria, António Coutinho, Sérgio Martins e Paulo Freitas.
Registo ainda para um destaque especial que marcou o final desta prova. Os atletas Joaquim Ferreira e António Coutinho protagonizaram um desfecho emocionante que ofuscou o brilhantismo dos vencedores nas várias categorias…! Em plena recta da meta, estes dois fantásticos "sprinter's" não descolaram um do outro, ultrapassando tudo e todos, verificando-se, no final, um ligeiro avanço por parte de Joaquim Ferreira… No final, em conversa com os visados, os comentários foram os seguintes: "… lembrei-me das palavras de desafio do António no treino de quinta-feira e apliquei-me a fundo", referiu Joaquim Ferreira. Por seu turno, António Coutinho salientou que "… este é o sal do Atletismo. Para além disso, nunca quis terminar à frente do Joaquim… apenas queria terminar ao lado dele". Alguém acredita nisto?
Edição de Paulo Freitas

domingo, 11 de maio de 2008

XXIV Meia Maratona de Cortegaça

O Tiro de partida deu início a mais uma Meia Maratona de Cortegaça, desta a feita a sua XXIV edição. Prova de já longa tradição e da qual eu tenho uma carinho muito especial, não só pelo facto de ser organizada por um Clube de Campismo, esta também uma das formas que tenho de estar na vida, mas também pelo facto de á 4 anos atrás ter sido o meu baptismo em Meias Maratonas, que aproveito para relembrar o dia triste e frio que estava, fustigado por ventos e chuva fortíssima a lembrar um autêntico dilúvio, parecendo estar os Deuses querer dizer “ isto é dor e sofrimento!"

Com um percurso muito agradável entre o mar e a floresta, esta foi mais uma prova de pelo menos uma beleza incontornável, que contou desta vez com a presença de todos os Atletas do nosso Clube, servindo de propósito e inspiração para a realização de objectivos estritamente pessoais, mas acima de tudo para mais uma vez nos divertirmos com esta espectacular modalidade.
No final da jornada um belo almoço de bacalhau com migas regado de muita cerveja e uma grande dose de boa disposição fecham em festa mais esta aventura, reforçando-se assim os laços de amizade, já de si, bastante apertados…
DS

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Maratona ? Porquê ?

Diz a lenda....
No ano de 490 antes de Cristo quando os soldados atenienses partiram para a planície de Maratona para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matarem seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego
Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a quarenta quilómetros dalí, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "Vencemos", e caiu morto pelo esforço.
No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípedes foi enviado antes da batalha a
Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilómetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas.
Seja como for, cerca de três mil e quatrocentos anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos
Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de quarenta quilómetros, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 quilómetros.

Caros companheiros, tudo isto para vos dizer que a realmente a maratona é a mais longa, desgastante e uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico, mas que sem a realizarmos pelo menos uma vez na vida seremos para sempre órfãos desta modalidade que tanto gostamos.
De 8 amigos 6 já aceitaram o desafio de participar na próxima Maratona do Porto. São desde já vencedores, pelo facto de eles também como Filípedes quererem dizer apenas "VENCEMOS"....

DS

terça-feira, 6 de maio de 2008

Grande Prémio de Atletismo de Rebordosa

Dever-se-ia intitular por Grande Prémio de Montanha de Rebordosa.
Meus amigos, não vou dispensar muito tempo com esta traumática experiência. A organização desta prova em minha opinião, ficou bastante mal na "fotografia", apesar do evidente esforço não tem condições para a organização de uma prova de Atletismo, pelo menos com o traçado apresentado, que submete os atletas a um percurso de 8 km com 80% do mesmo com subidas íngremes, típicas, como disse, de provas em alta montanha. Ou chamam as coisas pelos seus correctos nomes, ou não podem andar por aí a enganar quem gosta da modalidade.
DS

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Madrid aos nossos pés...

Pois é companheiros, mais uma grande Maratona conquistada com muito suor e dor.

Começo por vos dizer que a cidade de Madrid é extraordinariamente bonita, com um brotar de vitalidade que por vezes até nos custa ter que parar para descansar. Com esta envolvente e com um grupo de AMIGOS fantásticos, por quem correria descalço os últimos kilometros da maratona, para que eles podessem correr calçados, tornaram esta viagem inesqueçivel. A todos eles, desde já muito obrigado. Também á minha mulher e ao meu filho, que para além de companhias indispensáveis são pedras basilares em mais esta aventura, mas acima de tudo na minha vida.
A prova propriamente dita é composta por uma moldura humana na ordem das 15000 pessoas, que são apoidas por muitas mais ao longo de todo o percurso duma forma intensa e entusiástica, envolvendo mesmo as mais altas instituições da cidade e do país. O tiro de partida antecedido pela exibição das forças armadas Espanholas, marca o início de mais um desafio, para cada um de nós, que não se explica com a banalidade de algumas palavras soltas.
Além do extraordinario apoio humano, o trajecto além de muito bonito, passa pelos pontos mais emblemáticos da cidade, podendo assim os atletas tirar partido da passagem, ainda que fugaz,
por locais de referência. Contudo apartir sensivelmente do km 30, deixamos de opinar sobre a beleza do que quer que seja, pois a dor e o cansaço começam-nos a "turvar completamente a visão".
O último terço da prova é realizado em quase toda a sua totalidade com bastante inclinação, fazendo-nos levar aos limites das nossas forças, que finalmente quando atingimos a linha de meta, por momentos e com as lágrimas nos olhos dizemos.....EU SOU CAPAZ!

DS